Atrativos
João Maria é o nome pelo qual ficaram conhecidos três monges que passaram pela região sul do Brasil entre o final do século XIX e primeira metade do século XX. Tinham o caráter de curandeirismo ou de messianismo.
Apesar de serem três, o povo, por meio de lendas e folclore, uniu-os em um, que ficou conhecido como São João Maria, considerado na época o monge dos excluídos. Estão historicamente unidos de tal forma que muitas vezes é difícil separar seus feitos e suas vidas.
Tinham em comum o fato de viver em épocas de grandes mudanças sociais, quando a assistência médica e a educação tinham pouca penetração no interior do país, e o aconselhamento embasado na religião, a cura por ervas, água e milagres eram os únicos recursos acessíveis da população carente e pouco assistida. Os humildes encontraram neles apoio para enfrentar a penúria e a desesperança.
Mesmo sendo impossível tratar-se da mesma pessoa, pela questão temporal e geográfica, no caso particular do estado do Rio Grande do Sul existe a tese que de sobreviventes fugitivos, e em especial, seus descendentes, foram divulgando e adequando suas crenças e reivindicações. Assim, encontramos o monge João Maria, do movimento do Monges do Pinheirinho, do município de Encantado, com as mesmas características, do qual inclusive existe registro fotográfico, 35 anos depois e com o mesmo nome, na luta dos Monges Barbudos, em Soledade.
O município de Faxinal abriga a Capela e a Fonte do Monge João Maria de Jesus, um espaço de peregrinação onde os fiéis realizam orações. Visitantes e moradores mantêm o hábito de visitar o local sagrado para recolher a água da fonte, considerada milagrosa e protetora pela comunidade. A gruta do monge ficou conhecida com o seu local de descanço e pousada durante os dias em que ele ficou em Faxinal.
Em Faxinal é realizada anualmente a Caminhada do Monge, organizada pela Secretaria Municipal de Turismo de Faxinal.